It’s a great time to be interactive
A tecnologia não pára de evoluir e nos surpreender. Se por um lado vivemos numa era conturbada, de excessos, vícios, tecnologia e violência é inegável que vivemos também numa época de deslumbramento, descoberta e genialidade, em que a barreira que separa o mundo virtual do real é cada vez mais ténue.
Tudo começou (ou aparenta ter começado) com dois rectângulos brancos e um quadrado1. Hoje, temos jogos online com milhões de utilizadores em tempo real, com ambiente realistas e progressivamente cada vez mais imersivos. Cada vez mais os developers procuram criar jogos em que a interacção com o mundo virtual seja tão natural quanto a com o mundo real.
Vejamos, por exemplo, um dos mais recentes títulos da Sony, o EyePet:
O grande passo inicial terá sido dado, talvez, pela Nintendo, com a consola Wii o o seu comando2. A partir daí parece que a regra de ouro é interagir naturalmente com os ambientes virtuais. Mais de que um Head Mounted Display ou um fato ‘à Tron’, são necessárias novas ferramentas, praticamente ‘transparentes’, que nos permitam tocar o mundo virtual, e que, igualmente, ele nos toque.
O project Natal, da Microsoft, é uma dessas tentativas:
Não é apenas na indústria dos videojogos que esta tendência se encontra. Também no campo da “Informática do dia-a-dia” se têm visto progressos desta natureza. Nunca os ecrãs tácteis estiveram tanto na moda, e nunca a funcionalidade “multi-touch” se viu tão realçada. Será isto um sinal que o rato e o teclado estão a ficar obsoletos? Ou serão simplesmente novas ferramentas que vêm para preencher os “nichos” que estes dois periféricos não conseguem completar decentemente?
- Na Faculdade Nova de Lisboa, o Pong tem para nós outro significado. É jogado entre dois grupos, cada um em salas distintas, usando uma webcam, através do uso de cartões coloridos. Mais um exemplo das maravilhas da tecnologia. [↩]
- muito embora a Sony já tivesse tido algumas experiências neste campo, com o EyeToy [↩]


















